Marcelo Uriarte, Advogado

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Marcelo Uriarte, Advogado
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Comentário · há 5 meses
Obrigado por compartilhar suas experiências, Dr. Talon. Poucos anos após minha formatura, em 1992, comecei a advogar na região de Florianópolis, mais focado no ramo trabalhista, nas horas vagas que o emprego público na Caixa Econômica Federal me facultava (área de TI no período noturno). Assim como você, minhas primeiras preocupações foram as de cunho estético, seja em relação ao escritório físico, seja em relação à papelaria de marketing. Na atual conjuntura percebo que estas questões são supérfluas, ante o que a tecnologia tem proporcionado aos operadores do Direto (teletrabalho, processo eletrônico, reuniões ou entrevistas por skype, etc) Não sofri tanto em relação ao financeiro, não sei se porque era muito novo e relativamente irresponsável ("sem noção do perigo"), ou porque já tinha uma fonte de renda. Também não sofri aquela sua ansiedade de olhar para a porta do escritório desejando que algum cliente entrasse, pois neste ponto as amizades antigas, várias delas ligadas ao ramo, me ajudaram, principalmente bancas maiores e mais antigas, de conhecidos, que me passavam 'a raspa do tacho' da clientela que não lhes interessava. Assim comecei a encostar a barriga nos balcões das varas judiciais e aprender, na prática, a manejar o Direito. Confesso que nesta fase, por vezes me sentia mero despachante - vai papel para lá, vem papel para cá! Onde estava aquela parte onde eu poderia estudar o Direito, elaborar teses, defender ideologias jurídicas, fazer sustentações orais, etc? Assim, não foram 4 meses apenas, foram 4 anos que passaram num piscar de olhos, até que minha caminhada dentro da CAIXA, em 1999, me levou a ocupar um cargo de confiança, de chefia, durante o dia, que me fez abdicar da advocacia que vinha praticando até então. E nesta mesma CAIXA, em 2006, fui promovido para um cargo na Matriz, fato que me fez mudar com a família para Brasília, e onde estou até então. Então, lhe afirmo que por mais que você trace um plano de voo, a vida mostra encruzilhadas que te obrigam a escolhas antes impensadas. Na CAIXA sempre trabalhei em área ligada a backoffice e TI e até 2012, quando fui cedido, jamais imaginei que iria prestar assessoria jurídica a uma Coordenação-Geral dentro de uma Secretaria, no Ministério da Fazenda (hoje da Economia), como é a minha situação atual. Então, com mais de 35 anos de serviço público (antes da Caixa, trabalhei por 7 anos na Delegacia Federal de Agricultura em SC), minhas experiências me fazem intuir que cada caso é um caso, isto é, devemos ter uma convicção daquilo que desejamos e do caminho que pretendemos trilhar, porém sem 'endurecer' nem desesperar. Veja que o bambu não quebra porque é flexível. Tenha convicção mas seja flexível, até porque essa flexibilidade pode te proporcionar experiências antes impensadas e que podem trazer uma satisfação adicional em relação àquilo desejado anteriormente. Tenha retidão, seja honesto e sincero, verdadeiro. Se eu fosse uma incógnita para meus colegas, eles jamais teriam segurança de passar alguns de seus clientes. Esses mesmos clientes que se tornam teu cartão de visita. Faça um trabalho bem feito e correto, mesmo que 'prima facie' não pareça economicamente vantajoso. Seja um requerimento, uma petição, um ação ou defesa inteira, ou mesmo uma simples consulta. Isto certamente deixará sua marca positiva que, mais tarde renderá um retorno também positivo. E por fim, PERSEVERE... mesmo que no meio do caminho você tenha que desistir de certo 'projeto' seu, nunca desista totalmente. Nunca feche totalmente a porta. Deixe-o em 'standby', em espera, hibernando. Poderá funcionará como 'carta na manga' em situação futura. Aos colegas que me leem, SUCESSO e ao Dr. Talon, obrigado novamente. Me desculpem o tamanho desse meu COMENTÁRIO, mas é que não tenho como resumir mais..;-)
Marcelo Uriarte, Advogado
Marcelo Uriarte
Comentário · ano passado
Dra. Cíntia, pela sua descrição biográfica, me permita a intromissão de dizer que você seria uma ótima pesquisadora e professora, ainda mais pela dita paixão pelo Direito. Por que? Explico perguntando: o que aconteceria com uma apaixonada pelo Direito, que fosse arrastada pelo turbilhão processual, burocrático e se visse convertida em mera despachante de demandas? Meu respeito aos juízes, e aos Promotores, e aos meus colegas Advogados também, mas em certa parte da minha labuta advocatícia, me peguei algumas vezes com o sentimento de ser mero despachante... vão papéis (agora também petições eletrônicas),,, vem papéis. A rotina que nos acomete em busca do vil metal, e nos adormece para a realidade da matrix, é muito eficiente em nos arrebatar. Mas lhe digo que nunca devemos abandonar nossos ideais. Um dos seus ideais... a paixão pelo Direito... não nos prive dos seus estudos e conclusões sobre o que pode ser melhorado ou mesmo de idéias inovadoras que poderão surgir. Confesso que entrei na faculdade resolvido a prestar, após formado, concurso para a magistratura, talvez movido pelo status de autoridade, por questões financeiras ou para confirmar as apostas positivas de familiares na minha pessoa. No entanto lhe digo que saí resolvido a ser advogado, pois nos meus princípios e ideais mando eu, ainda que tivesse que preencher e despachar formulários para desfrutar dessa pretensa liberdade. É verdade que desde essa época já tinha suporte financeiro, pois desde 1989 era empregado concursado da Caixa, porém mais tarde tive que optar por esta estabilidade em detrimento da labuta nas varas. Mas nunca morreu, nesses 53 anos de vida, a vontade de voltar à advocacia, o que farei após a aposentadoria que se aproxima. Quero muito lecionar também, pois sinto a necessidade de compartilhar minhas experiências na área. Por isso lhe digo... Faça aquilo que lhe fará feliz, porque acredito que a questão financeira se resolve quando você desempenha sua missão com amor, com coração. Desejo muito sucesso a você, em qualquer caminho escolhido. Um grande abraço! (Não se aflija... suas angústias já acometeram outros mortais, e meu sentimento é que no final das contas deu tudo certo para os verdadeiros e sinceros)

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